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O escritor português Gonçalo Tavares foi o vencedor da quinta edição do Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa com Jerusalém, um romance que trata da ausência da felicidade, da dor e da capacidade humana de conviver com ela.
O segundo lugar ficou com Dalton Trevisan, pelo livro Macho não ganha flor, que reúne 22 contos no estilo que o consagrou como um dos maiores e mais peculiares autores do Brasil.
O terceiro lugar ficou com o escritor Teixeira Coelho, pelo livro Historia natural da ditadura, um memorial das ditaduras do século 20 que repensa os sentidos que delas se pode extrair.
Os três autores receberam R$ 100, R$ 35 e R$ 15 mil, respectivamente, e um troféu criado pelo artista plástico Paulo Von Poser.
JERUSALÉM, de GONÇALO TAVARES
Tratando das relações de dominação, desejo, repulsa e agressividade, num estilo seco e desconcertante, Jerusalém aponta para as dimensões pessoais e coletivas do terror e expõe a capacidade humana de vigiar e oprimir.
Gonçalo M. Taveres nasceu em 1970, em Luanda, e vive em Lisboa.
Em 2001, publicou a sua primeira obra e, desde então, publicou romances, poesia, teatro e pequenas ficções, traduzidos para 12 idiomas.
MACHO NÃO GANHA FLOR, de DALTON TREVISAN
22 contos enxutos e viscerais que não fazem concessão aos temas violentos do autor: crimes, loucuras, paixões e desamores humanos.
O curitibano Dalton Trevisan estreou na literatura em 1945 e desde então se dedica exclusivamente ao conto. Hoje tem mais de 40 livros publicados.
HISTÓRIA NATURAL DA DITADURA, de TEIXEIRA COELHO
A desmemória do país foi a motivação que levou Teixeira Coelho a escrever o livro, que se serve da ditadura para fazer uma alegoria dos totalitarismos e incitar a uma reflexão constante.
O paulista Teixeira Coelho é professor da USP e curador-coodenador do MASP. Viveu na França na década de 70, fundou a editora Documentos no final dos anos 60. Tem 24 livros publicados, entre ensaios e ficção.
Fonte: Portugal Telecom
http://www.premioportugaltelecom.com.br/obras.htm
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