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Morre escritor Robbe-Grillet PDF Imprimir E-mail
Morreu aos 85 anos, em decorrência de problemas cardíacos, o escritor e cineasta francês Alain Robbe-Grillet, para muitos o grande representante do "nouveau roman" ("novo romance"). Considerado um dos grandes teóricos e representantes do movimento literário dos anos 1950 e 1960, ele foi eleito membro da Academia francesa em 2004, mesmo não tendo ocupado a cadeira. Romancista e ensaísta, também escreveu roteiros de cinema, como o de "O Ano Passado em Marienbad" (1961), com o cineasta Alain Resnais, e dirigiu vários filmes.

O escritor nasceu em 18 de agosto de 1922 em Brest, cidade ao noroeste da França, e possuía uma sólida formação em letras clássicas, apesar de ter se graduado em agronomia. Trabalhou no Instituto de Estatística antes de ser destinado como engenheiro agrônomo a Marrocos, Guiné e Caribe francês no final dos anos 1940 e início de 1950.

Ignorando as críticas de editores de Paris ao seu primeiro livro, "Un régicide" (1949), cujo protagonista se debate em um espaço e um tempo desestruturados, Robbe-Grillet decide se dedicar a escrever. São romances que "não correspondem a qualquer tipo de público", teria dito um famoso editor, segundo o próprio autor.

"Les gommes" foi publicado em 1953 e, dois anos depois, vem a público sua terceira obra, "Le Voyeur", que divide o mundo literário francês. Com o romance, Robbe-Grillet obtém o Prêmio dos Críticos. Seu próximo livro, "La jalousie" (1957), foi traduzido a trinta idiomas e consagrou-o no mundo. A obra foi seguida por títulos como "Dans le labyrinthe" (1959), "La belle captive" (1976), com ilustrações de René Magritte, "Djinn" (1981) e "La reprise" (2001). Seu último livro foi "Un roman sentimental", de 2007.

Autor de cerca de quinze romances, incluindo "Pour un nouveau roman", de 1963, Robbe-Grillet deixou também sua marca no cinema, roteirizando ou dirigindo filmes como "L'immortelle" (1963) ou "La belle captive" (1983). O intelectual também lecionou em várias universidades dos Estados Unidos e foi eleito em 2004 membro da Academia francesa, apesar de nunca ter ocupado sua cadeira.
 
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