| Curtinha, como as do Dorival |
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| Escrito por Mario Rui Feliciani | |
| 03-Jan-2008 | |
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para Luciana Garbellini Não é preciso reinterpretar. Basta reler, no sentido mais estreito do verbo, e deixar-se invadir pelo “Milagre”. Importante deixar dançar na mente, enquanto se lê, o título – para isso servem os bons títulos. Milagre(*) Quarta-feira santa, Se sabe que muda o tempo, Aí o tempo virou Maurino que é de guentar, Era só jogar a rede Era só jogar a rede Ao fim da leitura em voz alta, acompanhada do título dançante nos neurônios, acrescente uma última estrofe. Estrofe estranha que não tem lugar fixo. Fica pulando daqui pra lá, imiscuindo nos outros versos os seus próprios, compostos de notas com suas durações. Cante. O problema do homem no mundo não é ser ateu. O problema é não acreditar em milagre.(**) ----------------------------------------- (*) “Milagre”, canção de Dorival Caymmi. A repetição e a divisão dos versos aqui apresentadas é ousadia do autor, que espera que Caymmi o perdoe. (**) “Quem é ateu e viu milagres como eu / sabe que os deuses sem deus / não cessam de brotar”, da canção “Milagres do Povo” de Caetano Veloso. |
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