| Madalena, uma porquinha executiva |
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Virando a mesa Um bom livro às vezes é aquele escrito com simplicidade, mas que fala direto à sensibilidade do leitor; e no caso do pequeno leitor, que traz imagens bonitas e criativas, tão importantes quanto o texto. Ilustração e palavras se casam harmoniosamente e fazem da leitura uma viagem inesquecível. Este é o caso de Madalena uma porquinha executiva, de Karen Wallace e Lydia Monks. Como uma boa fábula, Madalena vive numa cidade grande e trabalha como executiva: tem uma sala só para ela, veste roupas caras, freqüenta coquetéis, possui um carro esportivo. Enfim, usufrui das regalias que um bom emprego no contexto urbano pode oferecer. É um exemplo das milhares de pessoas que vemos diariamente pelas ruas. Mas algo não está legal. Ela não se sente bem com a vida que leva. Tudo a incomoda, das roupas ao convívio social. Seu chefe oferece férias para que ela descanse, afinal seu rendimento começa a declinar. Quando sai da cidade, andando sem destino até acabar a gasolina, Madalena descobre um bando de porcos vivendo alegre e selvagemente, sem roupas e sem compromissos. A identificação é imediata. Ela descobre seus pares e decide abandonar tudo e mergulhar no nova realidade. A fábula se completa. A reviravolta na vida é um exemplo para todos aqueles que enfrentam o estresse e se sentem sufocados pela loucura urbana. O texto é saboroso, enxuto, e tem ilustrações simplesmente geniais, dessas que completam e engrandecem a narrativa. Sem dúvida, um grande livro em sua extrema simplicidade. < R. Damazio > :: Madalena, uma porquinha executiva, texto de Karen Wallace e ilustrações de Lydia Monks, tradução de Gilda de Aquino, Brinque-Book, São Paulo, 1999, 32 pp., tel. 3742-8142, formato: 21,5 x 27 cm. |
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